E AINDA TEM PAISAGEM

O TURISMO VAI BEM, OBRIGADO. MAS O NORDESTE NÃO DEPENDE SÓ DELE. INVESTIMENTOS EM MINÉRIOS, INFRAESTRUTURA, GASTRONOMIA, TECNOLOGIA – E VÁRIOS OUTROS – TÊM FEITO A REGIÃO CRESCER MAIS QUE A MÉDIA DO PAÍS

E AINDA TEM PAISAGEM

Por Rui Dantas.

Que o Nordeste é um destino turístico fantástico você já sabe. Mas a quantidade de visitantes pode acabar impedindo a vista de uma outra atração que tem se revelado extraordinária: os investimentos. Eles são muitos. E a habilidade dos empreendedores tem sobrepujado fronteiras locais para conquistar o Brasil e o mundo.

De 2022 para cá, a região teve um crescimento suavemente superior ao da nação, segundo o Banco Central. Enquanto o país cresceu 12,43%, no mesmo período o Nordeste ampliou seu PIB regional em 12,54%. Os economistas de uma série de instituições, em projeções dadas como conservadoras, esperam que a economia nordestina, até 2031, cresça aproximadamente 2,5 pontos percentuais a mais que a do resto do país (cerca de 15,5% contra 13% do PIB nacional).

“Se antes era visto como ‘patinho feio’, o Nordeste se tornou atrativo devido a vários fatores, como os investimentos em energia eólica e solar no semiárido, os aportes em infraestrutura portuária e o crescimento da fronteira agrícola do Matopiba [acrônimo que designa os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]”, diz Bruno Cruz, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e estudioso dos números da região. “Também houve o fortalecimento de polos de tecnologia, como o Porto Digital, em Pernambuco, e o de Campina Grande (Paraíba), que permitiu a criação de diversas startups e levou empresas como Google e Microsoft a se fixarem por lá.”

Cruz ainda exalta a “expansão de voos internacionais para a localidade e investimentos para receber mais turistas”, exemplos de como a realidade econômica do Nordeste vem mudando. Há outra razão, segundo ele: uma sensível melhora na educação, especialmente no Ceará e no Piauí, com novas universidades e institutos federais espalhados por diversos estados. “E ainda vimos a duplicação de rodovias e os investimentos na [linha de ferro] Transnordestina.”

Como exemplo da pujança nordestina, o empresário paraibano Philipe Moura, criador da Vinci Ventures, fundo especializado em financiar startups, lembra que, hoje, a região de Campina Grande e sua universidade federal é um dos destinos favoritos de investimentos de sua empresa. O local se tornou um hub de inovação, com mais de uma centena dessas startups em atuação, o que fez do município paraibano, segundo Moura, “a segunda maior depositária de patentes no Brasil [85 em 2024], atrás apenas da Petrobras”. O Sebrae contabiliza mais de 5.500 empresas desse tipo no Nordeste.

“O COMPLEXO DO PECÉM SE DESTACA POR SUA ENERGIA LIMPA E ABUNDANTE, E A CHEGADA DE CABOS DE FIBRA ÓPTICA A FORTALEZA TORNARAM A REGIÃO UMA DAS MAIS CONECTADAS DO PLANETA.” Max Quintino, CEO do Complexo do Pecém.

“RECEBEMOS EM 2016 UM APORTE DO GENERAL ATLANTIC. HOJE, DEPOIS DO NOSSO IPO, EM 2020, TEMOS 1700 LOJAS EM TODOS OS ESTADOS DO PAÍS.” Deusmar Queirós, fundador da Pague Menos.

INVASÃO, NÃO: PARCERIA HOLANDESA

Entre os grandes investimentos do momento, talvez o do Ceará, com o Complexo do Pecém, seja o mais impressionante.
A localidade concentra um terminal portuário de classe mundial, além de um distrito industrial, com a primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em atividade no Brasil. Joint venture entre o governo do estado e o porto de Roterdã, na Holanda, a localidade espera um aporte total ao redor de R$ 140 bilhões, em até uma década, segundo as previsões mais otimistas. Atualmente, já movimenta 20,9 milhões de toneladas de carga, deve duplicar sua atuação com a chegada da Transnordestina, conta com 80 mil funcionários, diretos e indiretos, e espera dobrar o número de empregos em cinco anos.

“O Complexo do Pecém se destaca por sua energia limpa e abundante, a chegada de cabos de fibra óptica a Fortaleza [são 18, que chegam à Praia do Futuro, na capital cearense], tornando a região uma das mais conectadas do planeta, e a ZPE, eleita por uma publicação especializada ligada ao jornal Financial Times como a melhor do mundo. A participação do porto de Roterdã também contribui decisivamente com capacidade técnica e credibilidade”, diz Max Quintino, CEO do Complexo do Pecém.

Não à toa, a ByteDance escolheu o local para sediar a operação mundial do TikTok, a rede social global febre entre os mais jovens. Imediatamente, o fundo Pátria criou a Omnia, um investimento desenvolvido para erigir um data center taylor made para abrigar a companhia chinesa e outros clientes.

“O projeto da Omnia é o primeiro de exportação de serviços a partir de uma operação no Brasil e foi concebido para ser totalmente sustentável, utilizando energia 100% renovável e um sistema de refrigeração líquida em circuito fechado, minimizando o consumo de água”, comenta Rodrigo Abreu, CEO da companhia. A alta utilização do recurso é uma das questões para esse tipo de operação, além do uso intensivo de eletricidade.

O data center do Pecém vai subir, até 2029, dois edifícios com capacidade de 200 megawatts, 70 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 35 mil hectares, ao custo total de US$ 2 bilhões. Mas nem tudo são investimentos externos na atual história do Nordeste e do Ceará. Um exemplo de empreendedorismo local que conquistou todos os estados do Brasil é o caso da rede de farmácias Pague Menos, a segunda maior cadeia do setor no país, fundada pelo empresário Deusmar Queirós. Filho de comerciante dono de um estabelecimento de secos e molhados, Deusmar ajudou a fundar a extinta Bolsa de Valores do Ceará, em 1977. Dono de uma lábia invejável e com tino comercial no sangue, por ter atuado ao lado do pai desde criança, esse economista formado pela Universidade Federal do Ceará abriu a primeira loja da Pague Menos com 50 metros quadrados em 1981.

“Ao final do mesmo ano de fundação, já possuía cinco delas. Em 1988, fomos os precursores ao criar o serviço de recebimento de contas de água, luz e telefone. Em 20 anos, chegamos a 10 estados. Em 2006, chegamos a ser a maior do setor do Brasil”, orgulha-se o sócio fundador. As concorrentes revidaram e a rede pulou para o terceiro lugar. Aí a Pague Menos deu o troco: em 2016, recebeu um aporte de R$ 600 milhões do fundo norte-americano General Atlantic, em troca de 17% do controle acionário. Quatro anos depois, abriu capital na B3 e hoje controla cerca de 1.700 lojas em todo o território nacional, além de a família contar com uma transportadora, investimentos imobiliários e deter a marca de produtos de higiene pessoal Dauf, vendida na própria rede. O grupo faturou R$ 16 bilhões ano passado.

“A MOURA DUBEUX SE CONSOLIDOU HÁ MUITOS ANOS NO ALTO PADRÃO, E AGORA AINDA TEMOS A MOOD, NO SEGMENTO MÉDIO, E ACABAMOS DE LANÇAR A ÚN1CA, VOLTADA PARA O ‘MINHA CASA, MINHA VIDA.’” Diego Villar, CEO da Moura Dubeux.

EM PERNAMBUCO, O TERMINAL É O COMEÇO

Desde 2002 no Complexo do Pecém, a APM Terminal, braço para operações de terminais portuários da gigante dinamarquesa Maersk, visualizou que poderia fazer mais no Nordeste.

Em 2023, adquiriu um terreno de 50 hectares junto ao Porto de Suape, em Pernambuco. Planejado para iniciar suas operações no próximo mês de agosto, o projeto terá duas fases e será finalizado em 2028. O terminal vai operar totalmente movido a energia elétrica, a um custo de R$ 2,1 bilhões em investimentos.

O novo espaço vai mais do que duplicar a capacidade de operação de contêineres – de exportação e de importação – no Porto de Suape, que movimentou ao redor de 24 milhões de toneladas ano passado.

“A região de Suape é atrativa devido à sua grande base industrial e logística já existente, e o novo terminal visa apoiar o crescimento contínuo da localidade”, explica Daniel Rose, diretor superintendente da companhia. “O terminal será mais moderno, com operação via controle remoto da maioria dos equipamentos, o que contribui para a segurança e a diversidade da força de trabalho, empregando mais mulheres.”

Outro grupo com sede em Pernambuco que conquistou toda a região é a incorporadora e construtora Moura Dubeux.

Em 1983, os irmãos Gustavo, Aluísio e Marcos decidiram construir em conjunto um prédio para viverem no bairro de Apipucos, região nobre de Recife. Engenheiros de profissão, também resolveram acompanhar de perto a obra, para reduzir custos e riscos. O sucesso do projeto foi tão grande que, em 1987, os três criaram a incorporadora, hoje líder inconteste em todo o Nordeste. Com atuação em sete dos nove estados da região (à exceção do Piauí e do Maranhão), a Moura Dubeux planeja lançar R$ 5 bilhões em projetos imobiliários neste ano. O grupo enfrentou com tenacidade a crise do setor entre 2015 e 2018, abriu capital em 2020, levantando mais de R$ 1 bilhão na bolsa.

No ano passado, teve receita líquida de R$ 2,35 bilhões.

“Também lançamos a Mood, marca focada no segmento de médio padrão, com apartamentos de 2 e 3 quartos, em 2023. Em 2024, criamos a Ún1ca, voltada para o segmento Minha Casa Minha Vida, com os primeiros lançamentos no primeiro trimestre de 2026”, afirma Diego Villar, CEO da Moura Dubeux. Ele diz acreditar que, com a diversificação de público-alvo, em cinco anos a companhia atingirá um volume de lançamentos de R$ 5,5 bilhões.

Mais um exemplo da perseverança do povo nordestino é a história do frigorífico Masterboi, que faturou ao redor de R$ 4,9 bilhões em 2025. De uma família de 11 filhos, os irmãos Nelson e Guilhermina Bezerra saíram de Caruaru (PE) e se mudaram para o Recife em 1986. Aos 18 anos e tendo estudado até o 6º ano do Ensino Fundamental, Nelson já tocava um açougue num pequeno box no mercado público de Afogados, inicialmente vendendo ossos de galinha, em 1988. Muito focado no cliente, Bezerra passou a vender carne e conquistou freguesia cativa entre donos de restaurantes da capital pernambucana. Uma década depois, conseguiu comprar uma casa perto do açougue e construiu uma câmara frigorífica para melhorar a logística.

“A EXISTÊNCIA DE UM COMPLEXO INDUSTRIAL INSTALADO E A PROXIMIDADE DO PORTO FORAM DETERMINANTES PARA A BYD ESCOLHER A BAHIA”.” Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD

Em 2000, fundaram a Masterboi, investindo também em caminhões frigoríficos e diversificando o portfólio, que passou a incluir frango, peixes, embutidos e vegetais. O negócio cresceu tanto que, em 2007, por conselho de um funcionário, ele decidiu montar uma fábrica, mas no Pará, em São Geraldo do Araguaia, cuja construção terminou em 2015. Antes disso, em 2009, houve outra expansão ao arrendarem uma planta frigorífica em Nova Olinda (TO). Em 2012, vislumbraram a possibilidade de exportar miúdos de boi para Hong Kong. E em 2020 construíram uma nova fábrica, em Canhotinho (PE). Esta é habilitada a abater carne para exportação a mais de 120 países, incluindo os muçulmanos, e sua produção leva o selo de “comida kosher”para vender para Israel.

“Hoje, 40% da produção é exportada para a China. Abatemos no ano passado 600 cabeças de gado e esperamos um incremento de 10% em nossas operações este ano”, vibra o sócio-fundador Nelson Bezerra.

BAHIA: OS CARROS, A PONTE E O COMBUSTÍVEL

A Bahia tem se destacado por ser o destino escolhido de investimentos de nações tão diferentes como Reino Unido, Emirados Árabes e China. A montadora chinesa BYD, por exemplo, aproveitou o fechamento da unidade da Ford em Camaçari para fincar pé no Brasil. Com o fim completo do ciclo do projeto, terá capacidade para produzir 300 mil automóveis elétricos por ano e trouxe consigo outras 17 empresas de sua cadeia de suprimentos.

Para adequar a ex-fábrica da concorrente americana, a BYD investiu, de cara, R$ 2,5 bilhões, numa área de 4,5 milhões de metros quadrados. Até o final de 2027, a empresa acredita que vá gerar 20 mil empregos diretos e indiretos, tornando-se um dos cinco maiores empregadores do estado.

“A existência de um complexo industrial já instalado e a proximidade com o Porto de Aratu foram determinantes para a escolha pela Bahia”, declara o vice-presidente sênior da companhia, Alexandre Baldy. “Temos a pretensão de liderar o mercado automobilístico no Brasil até 2030, e a fábrica de Camaçari será um hub de exportação regional, fornecendo carros para Argentina, México e Colômbia.” A companhia ainda espera investir outros R$ 3 bilhões nos próximos dois anos, para completar a segunda fase do projeto.

Outro investimento de peso na capital baiana é a ponte que vai ligar Salvador à ilha de Itaparica, com 12,4 km de extensão, num investimento total de R$ 10 bilhões. Sonho de governos da Bahia há várias décadas, a obra é um empreendimento das construtoras chinesas CCCC e CRCC numa parceria com o governo do estado, que planeja ainda contar com financiamento até mesmo do NDB, o banco dos Brics.

“Com a construção desse novo sistema de mobilidade, cerca de 250 municípios e 10 milhões de baianos serão beneficiados direta ou indiretamente”, afirma Lu Guannan, CEO da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica.

Já o Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, encontrou na macaúba sua razão de realizar um novo investimento na Bahia. O fundo soberano já havia comprado, em 2021, a refinaria de Mataripe, ativo da Petrobras privatizado pelo governo federal. Ao final de 2023, em busca de produzir diesel renovável, em especial para o consumo de caminhões, e querosene de aviação sustentável (SAF) para aviões, o Mubadala definiu fazer um spin-off e criar a Acelen Renováveis. A pretensão é produzir 1 bilhão de litros por ano a partir do óleo da macaúba plantada em 180 mil hectares de áreas degradadas na região e em MG.

“Nosso investimento total é da ordem de US$ 3 bilhões. Vamos começar a construir neste mês de maio e entrar em operação em dois anos”, prognostica Luiz Mendonça, CEO da Acelen Renováveis.

“Metade desse valor será investido até 2028 na construção da planta, e o restante nos próximos 5 a 10 anos para o desenvolvimento das florestas e pesquisa.” O negócio deu tão certo que a Acelen já vendeu 90% de sua produção nos próximos cinco anos para players globais, segundo Mendonça.

“COM UM INVESTIMENTO DE US$ 3 BILHÕES, ENTRAREMOS EM OPERAÇÃO EM TAMBÉM VAMOS INVESTIR NO DESENVOLVIMENTO DE FLORESTAS E PESQUISA.” Luiz Mendonça, CEO da Acelen Renováveis.

OS EUROPEUS VÃO LEVAR FERRO… VERDE

E do Reino Unido vem um dos principais investimentos em mineração em solo baiano. O empresário Guy Saxton se aliou ao tradicional banco suíço Julius Baer com o objetivo de arregimentar capital para desenvolver a mineradora e siderúrgica Brazil Iron. A empresa encontrou jazidas de um mineral ferroso, o itabirito, com muito maior concentração e flexibilidade, nas cidades de Piatã, Abaíra e Jussiape, no interior da Bahia. Perfeito para a produção de um ferro considerado verde, o HBI (Ferro Briquetado a Quente).

A companhia vai investir US$ 5,7 bilhões para minerar e produzir HBI em duas fábricas, cuja destinação ainda será definida, mas provavelmente serão desenvolvidas perto do porto baiano de Ilhéus. A produção anual projetada é de 5 milhões de toneladas de ferro verde, com 10 anos de produção já comercializada para a Ásia e Europa, gerando uma receita projetada de US$ 30 bilhões.

“O ferro é considerado verde por vários motivos: o processo de produção é net zero, utilizando energia renovável (eólica e solar) e correias de transporte elétricas, além de termos o uso de gás natural, que reduz em 70% as emissões de gases de efeito estufa, com os 30% restantes compensados”, comenta Emerson Souza, vice-presidente de relações institucionais da Brazil Iron.

CASA DOS VENTOS: R$ 9 BILHÕES EM 12 MESES

 Na próxima década, a gigante de energia renovável Casa dos Ventos programa um pipeline de investimentos que figura entre R$ 5 a R$ 10 bilhões ao ano no país. Desse total, três quartos ficarão em solo nordestino, região, aliás, que testemunhou o nascimento da companhia, especializada em energia eólica, mas que também atua com solar e que pretende fincar o pé no hidrogênio verde.

“Considerando apenas os projetos de Dom Inocêncio, no Piauí, e Ibiapaba, no Ceará, vamos instalar 1,5 gigawatts em parques eólicos, com um investimento de aproximadamente R$ 9 bilhões nos próximos 12 meses”, diz o diretor-executivo da Casa dos Ventos, Lucas Araripe. “E pretendemos aprovar mais 1,5 giga de eólicas no Nordeste até o final do ano, principalmente na Bahia, o que adicionaria mais R$ 9 bi de investimentos no ano que vem.”

Atento ao grande afluxo de oportunidades em Pecém, sua Zona de Processamento de Exportação, que permite planejamento tributário diferenciado, e o consumo intensivo de energia que será necessário na região, Araripe também vê o Ceará como prioridade em seus aportes. A companhia, por exemplo, vai fornecer eletricidade para o data center do TikTok. Assim, nas palavras do diretor, “a Casa dos Ventos vai exportar energia renovável em forma de processamento de dados”.

A empresa estuda a viabilidade sobre produzir ou não hidrogênio verde no Complexo do Pecém, para exportar amônia a refinarias da Europa. A decisão estratégica deverá sair no início do ano que vem.

“Com os projetos em construção, a Casa dos Ventos vai se tornar a maior empresa de energia eólica e solar no Brasil em pouco tempo, e o Nordeste, além dos recursos naturais de que precisamos, tem atraído nossa atenção pela necessidade de investimentos e pelo impacto positivo que esses projetos trazem à geografia.”

“VAMOS INVESTIR DE R$ 5 A R$ 10 BILHÕES NOS PRÓXIMOS DEZ ANOS, E O NORDESTE RESPONDE POR¾ DESTES INVESTIMENTOS.” Lucas Araripe, CEO da Casa dos Ventos.

Foto: Divulgação